Colocação da "capa" de 3 cm de asfalto começou na quinta

Camada "solta" mede 3,8 cm e já compactada mede 3 cm. Densidade do asfalto deve ser de 100%.

10/05/2018 13h57 - Por: Assessoria de Comunicação

 

Com as obras em pleno andamento em todas as frentes com mais de 100 trabalhadores e dezenas de máquinas, teve início na manhã desta quinta-feira, dia 10 de maio, a colocação da camada final de asfalto, conhecida como "capa", nas obras de recapeamento da MS-178 realizadas pelo governo do Estado.

Os trabalhos começaram no "marco zero", ao lado do Aeroporto Regional, logo após a rotatória, no exato local onde tem início o asfaltamento da estrada do Curê, ainda em andamento.

A "capa", de acordo com Nilton Isidoro Adriano, um dos responsáveis pelos trabalhos, consiste em depositar inicialmente "solto" (sem compactação) 3,80 cm de concreto betuminoso, conhecido como CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo). Logo a seguir, a camada ainda quente é compactada por rolos compressores (cilíndricos e de rodas) até a espessura ficar reduzida a 3 cm.

"Após esse processo é medida a densidade da massa colocada e compactada, que deve ser de 100%", afirma Nilton Adriano, que finaliza com bom humor: "99% para nós não serve".

AS TRÊS FASES DO RECAPEAMENTO

Os trabalhos de recapeamento podem ser - em linhas gerais - divididos em 3 fases:

1) ESCARIFICAÇÃO (OU FRESAGEM)

É o início da recuperação, no qual uma máquina especial de grande porte remove cerca de 2 centímetros do asfalto antigo. O escarificador deixa um acabamento rugoso (com ranhuras) muito aderente, que facilita o tratamento seguinte (o reperfilamento) e possibilita um melhor acabamento.

2) REPERFILAMENTO (OU REPERFILAGEM)

Consiste na colocação de uma nova camada de asfalto para nivelar e corrigir a rodovia, dando-lhe uniformidade. Essa camada serve como base para a camada final (Capa) e vai sendo assentada (corrigida) com o trânsito diário de veículos.

3) CAPA ASFÁLTICA

Consiste na colocação da camada final (o CAP), que é a seguir compactada.

PARTE DA RODOVIA SERÁ COMPLETAMENTE RECICLADA

Trechos da MS-178, o maior deles após a rotatória que dá acesso ao aeroporto, terão asfalto praticamente novo com a realização pela Agesul e pela empresa contratada, da reciclagem asfáltica.

Nesse processo toda a camada (100%) de asfalto é removida com escavadeiras e o material retirado é cortado, triturado e homogeneizado. Logo a seguir são misturados elementos estabilizadores, entre eles cal, cimento, emulsão ou espuma de asfalto, que garantem boa qualidade e evitam o surgimento de fissuras e trincas. O material reprocessado é colocado novamente na via, como reperfilamento (base).

AUMENTO DA CAPACIDADE DE DRENAGEM

Além do asfaltamento da rodovia a Agesul, juntamente com a empresa Paviservice Serviços de Pavimentação Ltda., responsável pela execução da obra, está aumentando a quantidade de manilhas e pontos de escoamento para melhoramento da drenagem a fim de evitar alagamentos e prolongar a vida útil da rodovia.

O número de manilhas está sendo duplicado em alguns pontos e outras novas estão sendo instaladas, com a construção de escoadouros e depósitos para a água drenada dentro das propriedades vizinhas à rodovia, em parceria com os proprietários.

UMA CICLOVIA DE VERDADE

Atendendo reclamações dos ciclistas, as obras do governo estadual, já estão também avançadas na construção de uma nova ciclovia, com o trajeto iluminado, que terá início na área urbana indo até o Balneário Municipal.

Com dois metros e meio de largura, a ciclovia terá duas pistas, com 1,25 m cada uma.

DO MARCO ZERO, NO AEROPORTO, AO CASTELLABATE

O "marco zero" (início) da restauração é o Aeroporto Regional de Bonito e o recapeamento será feito até o encontro da Rua Pilad Rebuá com a Rua General Osório, na esquina do restaurante Castellabate.

O prazo previsto para conclusão das obras é de 5 meses (agosto).

A qualidade da massa asfáltica utilizada é controlada pelo laboratório existente na Usina da Agesul, localizada após a UFMS, na saída para a Gruta do Lago Azul.